sexta-feira, 17 de julho de 2009

Rapidez no Triathlon: uma nova era no endurance

8:31:49, recorde mundial em RothA inglesa Chrissie Wellington bate o recorde mundial para a distância Ironman.
Estamos assistindo hoje ao que parecia impossível há um tempo. As provas longas, chamadas de endurance, estão ficando muito rápidas. Antigamente, as provas de curta distância, ou sprint triathlon, como o próprio nome diz, eram as mais velozes, onde em qualquer descuido se perdiam inúmeras posições. Hoje, todas são assim. Os triathlons olímpicos, por exemplo; com a liberação do vácuo, tornou-se uma prova para ótimos nadadores, ciclistas razoáveis e exímios corredores.

As provas de ½ Ironman também estão rápidas. Vimos no mundial em Clearwater, em 2008, Oscar Galindez perder a prova no sprint final e com o tempo por volta de 3h42’. É isso mesmo 1,9/90/21 em 3h42’. Se fizermos uma conta de um olímpico com atletas profissionais, 1h48’ a 1h50’, e fazendo uma regrinha de três, vamos observar que a natação está sendo feita na mesma intensidade, o ciclismo idem e a corrida um pouco acima. Ou seja, nada-se por volta de 1’10”a cada 100m, ciclismo acima de 42km/h de média e a ½ maratona para 1h11 a 1h14’. É possível? É e estão fazendo várias provas ao redor do mundo nesses tempos.

E no Ironman, bom, aí a coisa é um pouco diferente, mas nem tanto! Vimos em várias partes do mundo, desde que as condições climáticas favoreçam, temos tempos muito rápidos também, apenas com uma pequena diferença na maratona. Talvez teremos uma prova realmente rápida quando oferecerem um bônus extra, ou quando começarem a colocar coelhos para puxar os primeiros colocados em cada modalidade. Realidade ou sonho?

Quando algum queniano ou etíope é convidado a bater o recorde mundial na maratona, são contratados os melhores coelhos e bonifações em torno de milhão de dólares, por que não no Ironman do Hawaii? O que você acha disso? Será que seria o ápice do esporte? Já tivemos no Estados Unidos uma prova nas distâncias de Ironman em revezamento de três atletas, onde era oferecido um bônus para quem fizesse a prova abaixo das 8hs. As equipes não conseguiram pois o percurso foi difícil.

Recentemente tivemos o Ironman de Roth; o primeiro colocado foi Michael Gohner com o tempo de 7h55’53”, o melhor da história. Acho que já estamos chegando lá!
Abraço a todos.

Colunista:
Alexandre Giglioli, é Diretor Técnico A. GIGLIOLI ASSESSORIA ESPORTIVA - Site:
http://www.agiglioli.com.br/

Obs.: Vixi @#$%%^&**!!!! kkk... Tive que copiar está matéria, realmente o homem está se superando e quebrando limites mais do que nunca show...

2 comentários:

Xampa disse...

Fala Joka!
Realmente, há uma grande evolução no triathlon. Acho que causada por novos métodos de treinametno, alimentação de alta qualidade e muita tecnologia.
Agora, até que ponto essa galera está "limpa"?
O TDF assusta pelo nível de casos de anti-doping.
É isso, vamos que vamos.

VILELA disse...

Amigo Joka eu vejo tudo isso com uma certa tristeza, não só o uqe está acontecendo com o triathlon, ironman, mas de modo geral as quebras de recordes em troco de dinheiro destrói e "corrompe" o resultado e tudo deixa de ser limpo e as fases são adiantadas e queimadas através de substâncias sintéticas, tomara que alguns cheguem a competir nas categorias acima dos 50, abraços e boas ondas !!!