domingo, 4 de abril de 2010

Surf Alcino - Pirata



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Hj senti a vibe de compartilhar um pouco do surf de Alcino, vulgo Pirata,.Surfing sangue bom do Guarujá-Sp. Lembrei-me até do episódio que rolou no CT da Unimonte, quando estávamos em uma das aulas do Integral Surf Treino, onde foi o campenato de tiros na piscina de 50m, bate e volta. Alcino detonou ganhando tudo, engolindo os surfings e lógico que eu tb tomei ralo... kkkkkk Outra que aconteceu, foi no México, chegamos meio perdidos em Puerto Escondido quando du nada, cola um gringo que nos oferece a casa dele na cara do gol e mais barato que o hotel. Bom, fomos lá lógico que ele percebeu que éramos brasileiros e de cara falou: Pirata do Brasil ficou na minha casa um tempo. Na hr pensei, santo Pirata !!! kkkk O gringo gostou tanto do surf do Pirata que quem era amigo dele era seu amigo tb... Resumindo, um mês de rei.... kkkk. Abrax Pirata!!!



Depoimento Pirata Surf

E um prazer estar aqui para contar um pouco da minha historia. Meu nome é Alcino Neto, nasci e fui criado no Guarujá litoral de São Paulo, Comecei a praticar o surf aos 8 anos, durante a infância e adolescência participei de alguns eventos regionais nos quais me destacava por ter um surf fluido. atualmente tenho 38 anos e há 24 anos sou deficiente , sofri um acidente de moto no qual fui atropelado por um motorista embriagado na contra-mao. Isto ocorreu quando eu tinha 15 anos de idade. Devido a gravidade dos meus ferimentos e pela falta de assistência adequada tive minha perna esquerda amputada.
Ao sofrer o acidente me deparei com uma grande mudança em minha vida que foi a transformação do meu modo de viver e encarar as limitações, tentando superá-las o tempo todo. Foi então que voltei a praticar a natação após seis meses do acidente, onde me senti seguro para voltar a pratica do surf. O retorno ao surf foi um estagio natural de minha vida no qual tive que desenvolver o meu próprio estilo de surf. Na primeira vez em que tentei voltar a surfar busquei deslizar em uma onda pequena e percebi que podia utilizar uma mão na frente e minha perna direita atrás. Com essa técnica descobri o centro de gravidade perfeito no qual me senti totalmente seguro . perseverança e dedicação foi o fator principal, Nesta época me sentia sozinho e sem apoio, mas mesmo assim lutei para conquistar o meu novo estilo e meu espaço. Naquele exato momento eu percebi a importância de uma ajuda. Nesta mesma época não usava nenhum tipo de prótese e sim tentei produzir uma perna de madeira onde surgiu meu apelido – Pirata - nesta epoca Comecei a trabalhar buscando uma nova prótese foi quando portas começaram a surgir para meu desenvolvimento no surf. Quando consegui a perfeição da técnica e auto-confiança no meu modo de viver, busquei amparar outras pessoas que necessitavam de ajuda, e resolvi abrir uma escola de surf para deficientes físicos e crianças carentes. Com o sucesso destas aulas passei a expandir meu trabalho dia a dia, proporcionando um grande incentivo e motivação para aqueles que as freqüentavam. A idéia era que essas pessoas descobrissem seus potenciais através do esporte e superassem seus próprios limites. A partir daí, nunca mais parei de tentar , ajudando as pessoas que necessitavam . A sociedade apresenta grande dificuldade em lidar com as diferenças e este fator faz com que a exclusão predomine distinguindo os mais e os menos adeptos á integração ao processo.

http://www.piratasurf.com.br/

2 comentários:

Fabão disse...

Sensacional, Joka!
Eu já nadei com um camarada amputado e posso afirmar: o cara nadava moooooito! A gente batia pau a pau no estilo livre.
Gostei da história de superação do Pirata. Esses caras são pessoas superiores. Tenho a maior admiração.
Boa semana, bro
ua

Joka disse...

Valeu Fabão, boa semana guerreiro !!!